quarta-feira, 13 de outubro de 2010

alerta aos pastores....

COMO VAI SUA ESPOSA?
Uma inestimável bênção ou um delicadíssimo problema na vida do pastor é a sua família. Por esse motivo, vamos começar do começo (assim mesmo: com pleonasmo): o casamento é alvo de prudência e oração. Não se casa só porque ela é bonitinha, recita muito bem, toca piano, teclado ou violão angelicamente, ou tem jeito com as crianças da igreja.
O casamento envolve muita coisa: interesses comuns, convicções firmes e, sobretudo, amadurecimento. Até porque casamento não é só satisfação de instintos: é uma aliança que leva em conta a missão (daí a palavra submissão = "estar debaixo [sub] da mesma missão", cf. Cl 3.18; 1Pe 3.1,5; Ef 5.22,24; 1Pe 1.22; 4.8; Cl 5.13; Rm 15.7).
Necessário é entender que o matrimônio do crente em Jesus Cristo, de modo geral, e do pastor de modo muito particular, é um ministério debaixo do Espírito. Se o Espírito Santo orienta, dirige, governa, tudo fica fácil: o amor se sustenta; a alegria é constante; a paz é verdadeira; a paciência, então, nem se fala; a benignidade (gentileza e cordialidade ungidas) vicejam; a bondade impera; a fidelidade não tem manchas; a mansidão é viva e o domínio próprio, posto em prática, porque esse fato básico: o casamento é um ministério debaixo do Espírito, submisso ao poder e à vontade de Deus.

Isso quer dizer que os papéis do marido, que é pastor, da esposa, que é sua auxiliar à altura, serão orientados, regidos pela submissão sem reservas; sem barreiras, sem condições, sem cobranças. Conhecemos casamento de pastor pobre com moça rica. Não deu certo porque o interesse dele era no sustento que o sogro poderia dar. Ouvimos dizer de casamento de pastor com moça descrente (acreditam?). Já vimos casamento só pelo sexo. Quando o tempo passou e o amor murchou, ele foi atrás de outra(s)?!
O pastor solteiro deve pedir a Deus que abrevie a escolha da mulher com quem vai compartilhar a vida, para não levar a fama de leviano, se namora muito, ou para evitar, até, que o povo fique desconfiado se não namora...

E POR FALAR EM DIFICULDADES...

Mas vamos compreender uma coisa: não é fácil, para a coitadinha, ser mulher de pastor. Ela tem dificuldades que as outras senhoras da igreja não têm, nem vão ter jamais (a menos que o seu querido seja chamado para o ministério da Palavra)!
Uma dessas dificuldades é que ela conhece bem (muito bem, aliás) o santo que tem em casa. Na verdade, é em casa que se é realmente, onde se tira a máscara, ou, se preferirem, onde se é ao natural, sem maquilagem. Talvez o pastor seja todo-sorrisos na igreja, mas grosseiro em casa, e talvez seja grosseiro porque está cansado, desapontado, desanimado, com problemas financeiros e pressões sem conta e de toda ordem.
Mulher de pastor não é "pastora", como dizem aparentemente brincando (na psicanálise freudiana, isso se chama chiste). Mas poucas mulheres têm uma carga de responsabilidades tão grande como a de um ministro evangélico. Aliás, pensando elogiar, alguns irmãos estão colocando fardos, tarefas, deveres que não são necessariamente dela. Agora, há coisas que ela vê e ouve, que seu esposo não vê. É a chamada "intuição feminina". Por essa e outras razões de ordem ética, o pastor deve fazer visitas em companhia da esposa.

A esposa do pastor não pode ser ciumenta. 1Coríntios 13 é um excelente programa para a esposa do ministro. Mas ela é intuitiva, e pode alertá-lo dos perigos e tentações. Ouça sua esposa, colega: ela fala com a intuição... e com o coração.
O pastor que demonstra amar a esposa é um bom exemplo para os homens da igreja. Namore sua mulher; dê-lhe tempo, pois tem necessidade de intimidade, não a deixe competir com a igreja pelo tempo do marido.
É bom lembrar que o pastor e a esposa precisam de amigos com quem confidenciar

(Não pude deixar de copiar, muito bom o texto)

Pr. Walter Santos Baptista, Igreja Batista Sião Seminário Teológico Batista do Nordeste em Salvador Salvador, BA wsbaptista@uol.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário